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18 de mai de 2017

Não importa a estrada, eu cairei

 
Eu morava com meus pais, e meu pai sempre foi o meu maior problema. E essa era a parte mais difícil do relacionamento, namorar uma pessoa que era tão inútil e não me aliviava em nada os pesares. Meu namorado era pior do que nada, era um outro problema. Meus dias que já não os suportava por ser violentada fisicamente e psicologicamente, eu, minhas irmãs e minha mãe, por meu pai, que desejava nos matar, que se empenhava para nos fazer sofrer, eram complementados pelos roubos de meu namorado para sustentar seu vício, o relacionamento abusivo e a solidão resultada dele, o estupro rotineiro, todas aquelas brigas e sua infinita vingança.


Agora o que você irá fazer?
Já não consigo nem mais comer
Como pode fazer isso conosco?
Amor, eu esperei

Pelo dia em que fosse mudar
Para dormirmos em paz

Você me contou sobre vários sonhos sonhos sonhos sonhos sonhos
Mas onde estão os seus finais?

Onde irá esconder-se dessa vez?
Por favor, não me quebre, não me desfaça
Em tantas partes você já me partiu
Só para ficarmos juntos



 E ainda havia a velha depressão....

Andava pela noite só
Uma égua errante, ai ai
E uma sombra negra a cobre

De várias casas daria para ouvir
O canto dessa égua, ai ai 
E ninguém de suas casas sai
Os covardes escutam:

"Se eu cair ao mar, quem me salvará?
Que eu não tenho amigos, quem é que será?
Ai a Solidão que não anda a sós
Ande por lá a vontade, mas de mim tenha dó"

Cantar ela sempre cantou
Jamais esteve completamente ausente, ai ai
E mais uma vela branca vai
Por amor ela acendeu às almas essa noite, e orou:

"Se eu cair ao mar, quem me salvará?
Que eu não tenho amigos, quem é que será?
Ai a Solidão que não anda a sós
Ande por lá a vontade, mas de mim tenha dó"

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