9 de jun de 2016

O que fará a moribunda?


      Que por muito tempo fui - a moribunda - paciente em minhas decisões. E por tanto desgosto guardado, amargurando-me passei. Por favor, criança, deixe de se engasgar em ti - falo comigo mesma. Quem tem teto de vidro não deve ter a ousadia de atirar. Vá me convencer de que o ensejo jamais te amargurou?

      Mas seu egoísmo, ou o que for, te mantém em um ar de não sei o que, que te espatifa nos seus conselhos bestas. E eu sinto raiva...

       Uma raiva feita da raiva de sentir raiva do que consegue me irritar. Se você for capaz de entender pelo menos uma parte disso, você entenderá que todos os meus problemas partiram de você. E que essa raiva é um disfarce para a TRISTEZA que estou sentindo por estar aqui. Eu simplesmente odeio tudo o que esta à minha volta.

       Mas você não esta aqui. Eu só queria ir embora e nunca mais voltar. Eu juro que morreria nos seus braços. Eu juro que eu só quero estar com você. E não estou.

Um comentário:

  1. Que texto profundo!! Fiquei até ressentida, confesso. Você escreve mesmo muito bem, toca nossas cordas internas como Allan Poe dizia que os artistas deveriam fazer =)

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