5 de mai de 2016

O que o Feminismo Interseccional pode nos ensinar sobre Igualdade


     Não adianta falar em igualdade de gêneros mas, por vezes, ignorar que a igualdade perpassa por muitas circunstâncias.

       Não estou pedindo igualdade só para mim, e meu grupo. Este não é o mundo que eu quero.

       Um mundo feminista pelo qual eu luto é um mundo SEM CLASSE.

       O Feminismo Interseccional é um feminismo que não ignora a realidade e entende e abraça a militância como algo que vai além dos próprios interesses.

       Se o feminismo é sobre igualdade, não podemos falar sobre igualdades sem lembrar da história da humanidade, de um mundo dividido em OPRESSORES e OPRIMIDOS.




       O FEMINISMO INTERSECCIONAL, como o próprio nome sugere, diz respeito à intersecção entre diversas opressões: de gênero, raça e classe social.

       O Feminismo Interseccional é de extrema relevância atualmente porque auxilia na organização das pautas das mulheres negras levando em consideração as suas reais necessidades, já que elas sofrem um tripla opressão: racismo, machismo e preconceito de classe social.

       As mulheres negras vivem nessa opressão extremamente violenta, em uma sociedade que as atinge de forma não só a minar sua autoestima, levando-as a rejeitar seus corpos, mas impondo barreiras à sua presença em espaços de poder.

       Logo, faz parte da ideologia do FEMINISMO INTERSECCIONAL a inclusão da minoria através do respeito por seu local de fala.

       Local de fala - o oprimido é o unico com propriedade para falar as injustiças sofridas. Só quem sofre pode afirmar o que/quem o atingiu. Devemos dar espaço para que as minorias lutem por seus direitos, sem protagonizar a luta de outros.

       Pois eu luto por essa igualdade!


Grandes Mentes do Feminismo Interseccional


       Audre Lorde foi uma das fundadoras do movimento feminista negro. A partir das críticas em seus artigos feministas pudemos observar que restringir a opressão contra as mulheres apenas a seu gênero e desconsiderar aspectos como classe social, raça, idade e sexualidade, é ter uma visão incompleta dos problemas sociais.


       “Eu sou uma feminista negra. Eu reconheço que meu poder e minhas opressões resultam de minha negritude e de meu gênero, portanto minha batalha nessas duas linhas de frente são inseparáveis” - Bell Hooks



       “O lugar natural do grupo branco dominante são moradias amplas, espaçosas, situadas nos mais belos recantos da cidade ou do campo e devidamente protegidas por diferentes tipos de policiamento: desde os antigos feitores, capitães do mato, capangas, etc., até a polícia formalmente constituída (…) Já o lugar natural do negro é o oposto, evidentemente: da senzala às favelas, cortiços, porões, invasões, alagados e conjuntos habitacionais, cujos modelos são os guetos dos países desenvolvidos dos dias de hoje. O critério também tem sido simetricamente o mesmo: a divisão racial do espaço.” - Lélia Gonzales

O Feminismo Interseccional não admite e luta contra:


- Machismo/misoginia.
- Racismo.
- LGBTfobia.
- Xenofobia.
- Gordofobia.
- Elitismo.
- Academicismo.
- Qualquer outro tipo de opressão


Feminismo Interseccional explicado por meio de pizzas





Fontes: Blogueiras Negras | Neggata


Um comentário:

  1. O Feminismo Interseccional é maravilhoso! Eu acho muito mais eficiente, evita confusões, falta de entendimento e até mesmo pessoas que tentam boicotar o real significado e ideologia/luta pelo Feminismo em grupos sérios. É a melhor maneira de fazer com que nossa voz seja ouvida e que vençamos nessa luta, pois concorda que cada um deva se por em seu lugar e parar de falar pelos outros. Tem todo o meu apoio!

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